quinta-feira, 9 de maio de 2013

I fucked up, I made a mistake, nobody does it better than myself. I'm sorry, I'm not afraid to say. I wish I could take it back but I can't...

As "Piores" Músicas da Madonna

Já faz algum tempo que venho pensando em um post com essa temática, mas essa é uma tarefa difícil pra um fã incondicional como eu.
Depois de muito refletir escolhi as “dez menos” da minha rainha. Desde já esclareço que gosto de cada uma dessas músicas e todas estão na minha playlist (talvez com exceção da que ocupa a primeira posição rs). São apenas faixas que acho mais fracas comparando com o restante da discografia da nossa eterna 'Like a Virgin'. E claro que isso e baseado apenas na MINHA opinião. Não há nenhum estudo musical aprofundado pra fazer tal seleção. 
Só considerei músicas presentes nos álbuns da cantora, coletâneas, trilhas sonoras e singles soltos (apenas material oficialmente lançado).
Vamos lá!


10ª - Dear Jessie

Apesar de achar essa música uma fofura e reconhecer os belos arranjos nela utilizados, ela está aqui por uma questão bem pessoal mesmo. Simplesmente nunca simpatizei muito com a faixa. E o clipe não ajuda. Mas ainda assim a escuto com certa frequência e a acho um amorzinho sim.
9ª – True Blue

Sei que serei apedrejado por essa, mas honestamente essa música nunca representou grande coisa pra mim. Claro que ela é uma querida e eu a adoro, ouço seguido, mas acho a mais fraca do álbum e uma das mais fracas da carreira da mulher. 
8ª – Can’t Stop

A única faixa do “Who’s That Girl” que não virou single, "Can’t Stop" realmente não merecia ser, no meu ponto de vista. Apesar de bem divertida e de eu gostar dela, acho que está abaixo no nível de exigência da 'Material Girl'. Mas gosto sim.
7ª – Love Song

Mais uma que será respondida com pedras. Digam o que quiserem, mas essa música nunca me desceu tão bem quanto as outras da discografia da veterana, acho ela fraquinha quando comparada com tantas pérolas. Talvez o fato de eu não gostar muito do Prince ajude. Ela é uma faixa bem excêntrica e eu gosto bastante da letra,  mas é realmente fraca pros padrões do "Like a Prayer". Por ser um dueto tão esperado, deixou a desejar, mas é uma boa faixa, não desmereço.
6ª – Your Honesty

Pra mim está claro o porquê de "Your Honesty" ter sido descartada do Bedtime Stories. Ela esta abaixo dos padrões do álbum e mesmo da carreira da tia. Sabemos que seu lançamento foi uma medida desesperada diante da despencada nas vendas do "American Life", devido à polêmica e às críticas ferrenhas feitas pela diva aos americanos. Apesar de também ser uma faixa que gosto, está na lista das dez menos.
5ª – Incredible

Daqui pra frente as faixas começam a me torcer o nariz um pouco mais forte (rs). Incredible me revoltou o estômago desde a primeira vez que escutei. Ao contrário das anteriores, que são faixas que, apesar de achar “as menos”, são canções que aprecio, "Incredible" é uma faixa que realmente não desce muito bem. Tem muita coisa nela que não me soa agradável, desde o arranjo, passando pela letra e vocais. Escuto sim e enxergo algumas coisas positivas nela, também não é uma música ruim, mas é bem medíocre e poderia ter dado lugar pra "Across The Sky" ou "Latte", né?

4ª – Jimmy Jimmy

Jimmy Jimmy é chatinha, sempre achei, muitas vezes pulo ela quando estou ouvindo o "True Blue". Realmente acho que a faixa tem uns quantos erros que a deixam repetitiva e enjoadinha. Mas ainda assim não posso dizer que é uma música ruim. Ela tem aquela essência dos anos 80 que adoro. Ouço sim!

3ª – Spotlight

"Spotlight" é uma faixa extremamente fraca, na minha opinião. Uma pena, pois foi planejada como carro-chefe do "You Can Dance". A letra é bacana, a mensagem que Madonna quer passar, e gosto daqueles vocais mais fortes que ela usava na época. A faixa ainda tem um brilho dos anos oitenta que aprecio, mas é bem fraca mesmo.


2ª - Superstar

"MDNA" é um álbum que eu realmente gostei. Consigo ver coisas muito positivas em cada faixa. Mas Superstar é bem ruinzinha, na minha opinião. Eu raramente escuto ela quando estou ouvindo o álbum. Acho ela bem chata, bobinha, rasa, imatura, especialmente considerando o nível de produção já alcançado a essa altura da carreira e a experiência que Madonna já tinha. Vai ver ela queria algo mais "bobinho" (?). Enfim... Digam o que quiserem, eu a cortaria do álbum sem hesitar.


1ª – Did You Do It?

Mas entre todas, a faixa que mais me torce o nariz é "Did You Do It?". Apesar de usar como base a maravilhosa “Waiting”, ela nada mais é do que essa canção com raps sobrepostos. O porquê da velhona resolver colocar uns rappers 'cantando' sobre a faixa original e criar essa 'coisa' eu não sei explicar. Não gosto nadinha dela. Prefiro então ouvir "Waiting", que é a mesma faixa, mas sem os horríveis raps. rs



____________________________________________________________________

 Como ficou bem claro, sou um fã incondicional da Madonna e é extremamente difícil depreciar qualquer obra dela. Isso ficou bem claro nessa lista, onde com dificuldade listei as faixas que gosto menos, mas ainda assim não consigo desgostar de nada (rs). Acho o trabalho dela fantástico e seria até injusto que eu o atacasse.
Pra me redimir com a rainha pretendo fazer uma lista de "demos, b-sides e unreleased songs" que mereciam ter entrado nos álbuns da musa.

Se ela visse essa lista ela provavelmente cantaria "I Don't Give A" pra mim, espero que aqueles que não concordam simplesmente façam o mesmo. XD


Obs.: Somente "Dear Jessie" e "True Blue" possem vídeo oficial, cujos links estão neste post.

domingo, 5 de agosto de 2012

No one's telling you how to live your life, but it's a setup until you're fed up. Why should I care what the world thinks of me? Won't let a stranger give me a social disease!


Ninguém é igual a ninguém. Claro que sei disso, claro que acho isso positivo. Eu, por exemplo, me acho muito diferente das pessoas que me cercam, especialmente daquelas cuja idade se aproxima da minha. E aí está algo complexo: uma pessoa que procura se relacionar com pessoas muito diferentes dela. É uma tarefa um tanto árdua e muitas vezes me sinto um alienígena completo.

Meu conceito de diversão difere bastante do conceito das pessoas com as quais costumo sair. Meu conceito de amizade soa fora do comum aos ouvidos daqueles com quem converso. Minha visão da sociedade, das relações, da vida como um todo costuma causar estranhamento nas pessoas. E o meu conceito de relacionamento afetivo então... Esse é visto como claro sinal de esquizofrenia grave.

Por mais que eu aceite essa diferença de forma tranquila (no que diz respeito a como me vejo) e não pretenda mudar meu ponto de vista apenas pra me adequar a um pensamento de massa, tem vezes que essa divergência de ideais e verdades acaba me deixando com certo sentimento de solidão. Uma sensação de que estou muito a frente da mentalidade atual... Ou muito atrás. Isso me assusta e cria essa solidão.

Talvez eu esteja certo. Talvez não. Talvez seja uma questão de ponto de vista, da verdade que cada um encontra. Creio as experiências que tive (vividas ou assistidas apenas) me deram essa visão de mundo, essa verdade. E uma vez que você encontra algumas verdades a mentira nunca mais faz qualquer sentido. A questão é que muitos ainda não encontraram as mesmas verdades que eu. E talvez nunca encontrarão.

Enquanto espero que mais pessoas tenham pelo menos alguns conceitos similares aos meus, vou sofrendo com as decepções de esperar das pessoas uma maturidade, uma consideração, uma visão das coisas que elas simplesmente não conseguem ter (e nem fazem isso por maldade). O ruim é que isso cria um abismo no teu interior. É como se você fosse uma lâmpada em meio a uma imensidão de velas. Claro que também pode ser o oposto, mas no fim somos todos narcisistas com nossas verdades.

Não posso ser idiota e reclamar de todos que me cercam. Não é esse o objetivo deste texto. Amo meus amigos e sou muito grato por ter encontrado diversas pessoas maravilhosas. Mas na maioria das vezes, mesmo cercado de pessoas, me sinto sozinho. Não fisicamente, nem afetivamente, pois tenho ótimos amigos, mas ideologicamente. E isso cria um vazio que nem sei explicar de que tipo é, mas está ali, evidenciando-se a cada dia, cada conversa, cada evento, cada acontecimento.

Provavelmente eu seja só mais um queixando-se disso. Talvez eu seja, neste ponto, igual a todos: queixando-se do porquê do mundo não girar da forma que eu gostaria. Mas seria também a minha queixa clichê? Ou será que ela tem algum fundamento e as pessoas realmente vêm se perdendo no que tange às relações e ao estreitamento da visão que têm do mundo? Quem poderia responder? Ninguém, eu diria.

“Tudo é uma questão de ponto de vista.”. Bordão extremamente sábio de uma amiga igualmente sábia.

No fim, como diz uma grande mulher que admiro muito:

“Nobody knows me.”

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Now I can tell you the place that I belong; it won't last long, the lights, they will turn down…

Bem, é um fato que esse blog é escrito de mim para mim mesmo, mas beleza, já me conformei. Eu sei que não posto há eras, mas esse blog me trás algumas lembranças ruins e acho que por isso não passei mais por aqui. Mas o passado faz parte da evolução, é o adubo do futuro, então nada mais justo que plantar sobre ele. E este primeiro post a ficar sobre o adubo foi motivado por uma magnífica conversa que tive com minha bisavó, de 91 anos. Foi uma experiência ótima, mas ao mesmo tempo triste. Ela tem tanta coisa gravada na memória, tanta coisa linda, tantos sentimentos... É tão bom poder conversar com alguém com uma experiência de vida como a dela, que viveu em tempos que eu talvez nunca vá imaginar como foram. Ela não me relatou fatos cronológicos, não me recitou sua biografia, contou coisas que achava interessante, talvez pra mim, talvez pra ela, certamente pra ambos. Histórias soltas sobre um passado rico, histórias lindas; lindas por sua pureza, lindas por sua simplicidade, lindas porque nunca mais veremos nada parecido...

Minha bisavó morou boa parte da vida em cidades de interior, cidades rurais, e é óbvio que a vida naquela época e naqueles lugares é completamente diferente da que levamos hoje e até da que ela mesma leva. Os relatos que mais ouvi dela foram de bailes simples, mas tão lindos que nunca se fez ou fará outros iguais. Grandes festas, com fogos de artifício e muito canto e dança, que começavam num dia e terminavam no começar do outro (dia que falo é quando o Sol está brilhando). Ouvi sobre homens lindos, verdadeiros príncipes, que a tiravam pra dançar. Em certo ponto da conversa ela me falou sobre um lindo cavalheiro que ela e todas as garotas da região cobiçavam e, quando ele resolveu escolher uma entre as dezenas de moças para dançar, foi ela. E ele recitou um verso pra ela! Ela lembra até hoje... Infelizmente eu esqueci, mas prometo perguntar pra ela e eternizar isso.

Em contrapartida a esse ar festivo e de namoros (obviamente não consumados) fiquei sabendo de um pai rígido demais, mas amoroso e que nunca encostou um dedo nos filhos, tal qual a mãe. Pai esse que não deixava as filhas (NOVE!) e o filho irem a bailes sozinhos, sempre com a mãe e quando ele conhecia os organizadores, banda e convidados. Um pai severo, mas nunca mau, pelo contrário, sempre muito cuidadoso e bom. E a mãe seguia o modelo. Pai músico que tocava nos tais bailes e ainda cuidava da escola, incluindo contratar professores. Conheci irmãos companheiros; namoros a braços dados que foram pegos em flagrante (sendo tão proibidos como eram!) e apenas um pigarrear afastou todo e qualquer braço. De presentes dados por amores secretos que geraram choro por não poderem chegar até em casa sem ser motivo de represália e com isso serem devolvidos.

Soube de histórias da escola, lanches às escondidas, recreios pulando corda; sobre brincadeiras de crianças de outra era, mas tão divertidas que nunca serão superadas. Um sítio quase dentro da mata que servia de local de férias. Fiquei sabendo de uma terra linda, a mais linda de todas, onde a Natureza, a diversão, o amor e a paz montavam o cenário. Tomei conhecimento também de duas mudanças de cidade, uma em uma carreta! E de uma pensão onde o amor aconteceu...

Um amor genuíno, que começou meio que às escondidas (apesar de novamente nada consumado) e terminou em casamento e que resiste até hoje. Um amor que, ao contrário das histórias clássicas e bonitinhas, terminou em divórcio e hoje o ex-companheiro é falecido. Mas quem disse que é só em finais felizes que existe amor eterno? Infelizmente não é assim que funciona, às vezes a vida é um pouco mais cruel. Um casamento cheio de infidelidades por parte dele e de muito amor da parte dela. Mas o amor próprio é sempre o mais importante e o divórcio veio. Mas quem disse que separação mata um sentimento? Não mata mesmo! Porém nessas histórias ela foi mais branda, e não entrou muito em detalhes, óbvio que não questionei. Seu fascínio eram os bailes, as festas, os amores, as belezas de uma época que já se foi pra nunca mais...

Ela narrou também problemas, dificuldades diversas com sogra, senhora essa que ela cita com todo respeito e ressalta as qualidades, mesmo tendo sido vítima de tantas de suas ofensas e armações. Quantos de nós conseguimos ser assim, hum? E conheci o triste fim da sogra, que enlouqueceu e acabou morrendo sozinha em um quarto (coisa de novela? Pois é... A vida tem dessas). E parte do trajeto dessa mulher enquanto cruzava aos poucos a linha da sanidade até mergulhar no insano completamente. Coisas como cobrir jornais como se fossem bebês e despedir-se deles antes de sair de casa; dar passeios no meio da noite, a pé; avisar sobre pães prontos para assar durante a madrugada; roubar um cachecol e cortá-lo ao meio, dando uma parte para cada filho; passar a tarde juntando gravetos alegando que um dos filhos estava sem e com isso sem fogo, quando ele tinha uma imensa pilha deles; entre mais alguns que não lembro agora...

Mas o mais lindo em tudo isso e também dolorido é como isso ainda é importante pra ela. Como ainda habita o coração dela, trazendo um maremoto de saudades que só não a afoga pela família que construiu de lá pra cá. É maravilhoso ouvir tudo isso e saber a riqueza de experiências que ela viveu, coisas que eu ou você nunca viveremos nem parecidas. Mas é triste ver como o tempo passa e tudo fica pra trás, é reduzido à simples lembranças em uma mente saudosa. É doloroso perceber que nossos anos de outro terminam e nem temos tempo de nos despedir, é duro aceitar que aquilo nunca vai voltar, a não ser em nossos sonhos.

Termino com trechos parafraseados dela:

Éde (ela me chama assim), era tudo muito lindo, não era como é hoje. Tinha uns bailes que era a coisa mais linda do mundo! A gente dançava até o outro dia! Que tempo bom! Eu sonho que to lá de novo, é lindo... Se eu fosse hoje lá, a gente sabe que ta diferente né? Mas se eu fosse lá eu conhecia! Era muito bom... Tu precisava ver!

Post em homenagem a Noralina Valin Keller, minha bisavó. Tenho certeza que ainda vamos ter muitas conversas como essa. Te amo muito! Grande beijo!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

I have no regrets, there’s nothing to forget. All the pain was worth it.

Já faz quase um ano desde a última postagem, creio que os leitores (que já eram raros) desistiram de passar por aqui. Mas antes tarde do que nunca! Sei que o final do ano não está assim tão próximo, mas eu estava realmente afim de escrever sobre esse ano: 2010.

Dois mil e dez foi um ano deveras turbulento pra mim, muita coisa aconteceu, muita coisa mesmo. Pra ser sincero eu jamais acreditaria se alguém me contasse lá em janeiro que minha vida estaria como está agora. Mas ela está. Confesso que alguns períodos foram muito difíceis, mas no fim acho que tudo valeu a pena.

Muita gente deixou de fazer parte da minha vida, muita gente começou a fazer parte da minha vida e outras voltaram a fazer. E assim a vida segue, idas, vindas, tropeços, acertos. Mas o saldo final foi positivo. Amadureci uns dez anos em um só. Aprendi muito sobre as coisas, sobre as pessoas e, principalmente, sobre mim mesmo. E eu realmente estava precisando de mudanças. E mudou. Mudei até de casa, dá pra acreditar?

Não vejo dois mil e dez como um ano bom. Realmente não foi. Mas também não o vejo como um ano ruim, de verdade. Como o vejo então? O vejo como um divisor de águas. Um ano que precisava acontecer pra colocar tudo no lugar. Um ano vital para consolidar grandes amizades, pra conhecer pessoas bacanas e para cicatrizar ou amenizar consideravelmente feridas abertas. Realmente espero que o próximo ano seja um ano ótimo. Está mais do que na hora da minha vida engrenar, e acho que agora estou disposto a isso.

Não vou me alongar muito mais, acho que já deu pra entender o que quero dizer. Termino o post agradecendo a todas as pessoas que estiveram comigo nesse ano e principalmente, as pessoas que me ajudaram, mesmo que só ouvindo, a passar pelos momentos difíceis que passei. Obrigado mesmo, do fundo do coração. E dizendo que dois mil e dez ficará marcado na minha memória como um ano difícil, mas um ano pra lá de necessário.

E que venha 2011!

E em homenagem a 2010 e às pessoas que fizeram parte dele, deixo uma música:


I’ll remember
Escrita por Madonna, Patrick Leonard e Richard Page

Say good-bye
To not knowing when
The truth in my whole life began
Say good-bye
To not knowing how to cry
You taught me that

And I'll remember
The strength that you gave me
Now that I'm standing
on my own
I'll remember
The way that you saved me
I'll remember

Inside
I was a child
That could not mend
a broken wing
Outside
I looked for a way
To teach my heart to sing

And I'll remember
The love that you gave me
Now that I'm standing
on my own
I'll remember
The way that you changed me
I'll remember

I learned
To let go
Of the illusion that we can possess
I learned
To let go
I travel in stillness
And I'll remember
Happiness
I'll remember
I'll remember

And I'll remember
The love that you gave me
Now that I'm standing
on my own
I'll remember
The way that you changed me
I'll remember

No I've never been afraid to cry
Now I finally have
a reason why
I'll remember
No I've never been afraid to cry
Now I finally have
a reason why
I'll remember

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Say what you like, do what you feel, you know exactly who you are. The more that you wait, the more time that you waste!

Dia trinta e um de dezembro de dois mil e nove. Pois é. É hoje. O último dia do ano. Um ano é tanto tempo, dá pra fazer tanta coisa. Mas ao mesmo tempo é tão pouco, e se faz tão pouco... Paradoxal? Essa é a vida...

Dois mil e nove foi um ano deveras turbulento. Acho que nunca aconteceu tanta coisa na minha vida. Tantas mudanças, tantas novidades, tantas descobertas... E posso dizer que a grande maioria delas foi positiva, tirando uma meia dúzia. Claro que algumas dessas negativas tiveram relativo peso.

Pra mim, no ano novo, diferentemente do Natal, é tempo de jogar tudo pra trás, deixar o que não será útil. Tempo de se renovar, de pensar no futuro, fazer planos, estipular metas. De afogar de vez aquelas mágoas que teimam em nos perturbar, lá junto com a Iemanjá.

É uma data que nos lembra que enfrentamos uma jornada e conseguimos chegar ao fim dela, sãos e salvos. Um dia para ver o que resistiu ao tempo e se agarrar nisso. Afinal o que não resistiu a um ano, mesmo que tivesse sido diferente, não resistiria muito mais. Apenas os fortes sobrevivem, apenas o que vale a pena permanece.

É hora de se livrar de velhas roupas, papel inútil, livros que já não fazem mais nossa cabeça, objetos que não usaremos mais, fotos, lembranças... Afinal tem coisa que teimamos em guardar pra alimentar nosso lado nostálgico, e pra fazer aquela lavagem de dentro pra fora periódica nos olhos, não é? Livre-se disso! Quem vive lembrança é comerciante de cidade turística, lembra? O hoje é o que importa. O que passou passou e provavelmente foi necessário. Lembre-se que certas coisas precisam acontecer pra completar os ciclos que falei num outro post, esqueceu? Tem coisas também que não dependem da gente, e o que não tem remédio, remediado está, já dizia minha avó. Claro que sempre devemos usar o passado como um livro, que consultamos pra não repetir erros, mas não devemos viver com ele aberto na cabeceira da cama.

Também é hora de estourar champanhe, ouvir música boa, dançar, dar risada e estar perto de quem se ama. Hora de vestir branco, amarelo, vermelho, verde, azul, lilás, rosa, preto, laranja... Enfim... Hora de vestir uma roupa que se gosta e se sinta bem, sendo porque crê que trará paz, amor, dinheiro, etc, seja porque você gosta dela e se sente bem com ela. Hora de soltar fogos de artifício, fazer a contagem regressiva junto com a Rede Globo, abraçar todo mundo e desejar um feliz ano novo! Comer lentilha, porco e todas aquelas comidas que seguem as regras de pratos e receitas para a noite da virada que sua mãe jamais deixará de cumprir. Tomar champanhe, refri, água, cachaça, ou seja lá o que for que te dê prazer e não faça mal a ninguém.

Fim de ano é muito bom! Dá uma sensação de dever cumprido, de desafio vencido. Uma vitalidade, uma vontade de gritar “Lá se foi mais um e eu to aqui!”. Mas cuidado que alguém pode gritar: “Grande coisa! Só vamos até 2012 mesmo!”.

Brincadeiras a parte, desejo pra todo mundo um ano maravilhoso, onde a saúde, a paz, o amor e a realização invadam todos. Um ano onde velhas mágoas sejam enfim afogadas (ainda acho que devia se adiantar e mandar elas com a Iemanjá hein...), onde seus sonhos se tornem reais, onde antigos atritos sejam resolvidos, onde antigos erros sejam perdoados (principalmente por nós mesmos), onde antigos amores se concretizem, antigos amigos se reencontrem, onde todos os seus problemas mais terríveis sejam extintos (porque um ou outro sempre se tem, mas que sejam lights U.U) e tudo que você deseja se torne real, se tiver coerência, né.

Um feliz 2010 para todos, de coração!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Santa baby, slip a gift under the tree, for me. I've been an angel all year. Santa baby, hurry down the chimney tonight!

É óbvio que essa data não poderia passar em branco: o Natal. Eu tenho particular adoração pelo Natal, pra mim é o melhor feriado do ano.
Natal é aquela época em que a língua amolece e parece ser mais fácil dizer “desculpa”, “obrigado”, “te amo”, entre tantas outras palavras e frases que entalam na garganta no resto do ano. O Natal parece abanar uma varinha mágica sobre tudo e todos, e o mundo parece ficar mais amável. Pelo menos é isso que sinto.

Nessa época parece haver algo no ar, um feromônio de calma e solidariedade, parece que todo mundo fica mais amigo, mais paciente, mais compreensivo. É tempo de reconciliar, de reunir, de comer bastante (inclusive coisas que só são vistas na mesa na noite da ceia e nunca mais) de festejar (os perus que o digam!), enfim... É Natal!

É uma época em que todos aqueles abraços que estocamos durante o ano são distribuídos, um época em que juntamos nossas economias pra poder fazer alguém que gostamos sorrir. É tão bom fazer alguém sorrir, não é? Época de cartões, cartas e cartinhas, época de vadiar no serviço, contar piada e morrer de rir. Época de contar os dias para as férias, praia, campo, casa do parente. Época também de reunir os parentes na casa da avó! Rever aquela tia que aperta as bochechas e diz que você cresceu um monte desde que te viu, ou aquela que está sempre com alguma dor... Faz parte.

Também é uma época nostálgica, onde recordamos não só todos os outros natais que tivemos, que parecem sempre teimar em ser melhores, mas de fazer um balanço do ano todo, e da nossa vida até esse ponto. Tempo de lembrar coisas que passaram, boas ou ruins, pessoas que passaram, tempo de sentir saudade, mas também de olhar pra frente.

É impossível chegar na véspera de Natal e não ser tomado por uma profusão de lembranças. Mas viver de lembranças é coisa de comerciante de cidade turística. O Natal é para mim uma data mágica, onde se tem uma sensação de dever cumprido por mais um ano que está chegando ao fim, onde se fica mais sentimental e aberto. Onde nos sentimos mais leves e uma alegria brota das coisas, e é assim que quero que seja sempre!

Sinto saudade das reuniões familiares que fazíamos, mas ainda sem toda aquela algazarra amo Natal, de verdade, e quando eu tiver minha própria família farei o possível para que o Natal seja a data mais mágica do ano.

É com esse desejo de que todos sejam possuídos pelo Espírito Natalino que encerro este post. Desejo ainda que todos tenham um natal magnífico, repleto de saúde, paz e amor. Com esses três, tudo dá certo.

Feliz Natal, grande abraço!

domingo, 25 de outubro de 2009

Yes, I'm ready to jump! Just take my hands and get ready! I’m not afraid of what I’ll face, but I’m afraid to stay...

A vida é feita de ciclos... Feita de períodos, de vidas menores. Essas vidas variam em duração e tipo, de pessoa para pessoa. Hoje – e só hoje – me dei conta de que acabo de morrer. E uma nova vida está tendo início. Hoje consegui acordar e enxergar quantas coisas aconteceram nos últimos tempos que mudaram drasticamente minha vida.
Mas uma nova vida já está nascendo, das cinzas desta que termina. E sabem... Cinzas é um excelente adubo! É incrível como as peças se encaixam a cada dia que passa e tudo começa a fazer sentido, como em um quebra-cabeça.

Percebo que nem tudo foi em vão. Não... Não foi! Percebo que apesar de certas coisas terem parecido um erro, elas foram necessárias para que o ciclo se completasse. Só depois de certas coisas terem acontecido eu pude consertar alguns erros, pedir perdão, perdoar... Eu realmente estava cego! Nada nos cega tanto quanto certos sentimentos...
Mas enfim... Minha visão está clara o suficiente para que eu perceba o quão bom todo esse sofrimento foi.

Porque só quando uma grande, antiga e imponente árvore cai é que as menores têm chance de viver, de crescer e tornarem-se outras grandes árvores. Eu tive uma chance de consertar meus erros, e o fiz. Tive uma chance para conhecer melhor algumas pessoas ao meu redor, e principalmente, uma chance para me conhecer melhor, e o fiz. Tive chance de conhecer novas pessoas e formar amizades de ouro, e o fiz.

Como fui tolo! Uma venda estava em meus olhos. Mas agora tudo está mais claro. E daqui pra frente prometo não me deixar cegar. Tive uma oportunidade de crescer, amadurecer. Uma enorme chance. Parece que precisamos ir até o chão pra descobrir o quão boas são as nuvens. Parece que só quando estamos realmente abatidos e tristes é que conseguimos ver certas coisas com a graça da humildade, e não com a estupidez do orgulho.

Agora levanto-me! Levanto-me com a certeza de que a queda não foi em vão. E com um sentimento de gratidão pelas oportunidades que tive. Hoje me sinto mais aliviado por ter resolvido certas coisas que há muito vinham assolando minha mente. Aliviado por um ciclo doloroso ter enfim tido seu desfecho.

E, é claro, quando se começa uma nova vida, se leva os ensinamentos que a anterior proporcionou. Daqui pra frente certas coisas irão mudar, e outras... Outras vão ficar do jeitinho que estão!! Obrigado aos meus amigos que estiveram do meu lado durante essa fase difícil que passei... Serei eternamente grato!

Que os próximos anos sejam cada vez melhores!

“Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu.”
Provérbio chinês