quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Now I can tell you the place that I belong; it won't last long, the lights, they will turn down…

Bem, é um fato que esse blog é escrito de mim para mim mesmo, mas beleza, já me conformei. Eu sei que não posto há eras, mas esse blog me trás algumas lembranças ruins e acho que por isso não passei mais por aqui. Mas o passado faz parte da evolução, é o adubo do futuro, então nada mais justo que plantar sobre ele. E este primeiro post a ficar sobre o adubo foi motivado por uma magnífica conversa que tive com minha bisavó, de 91 anos. Foi uma experiência ótima, mas ao mesmo tempo triste. Ela tem tanta coisa gravada na memória, tanta coisa linda, tantos sentimentos... É tão bom poder conversar com alguém com uma experiência de vida como a dela, que viveu em tempos que eu talvez nunca vá imaginar como foram. Ela não me relatou fatos cronológicos, não me recitou sua biografia, contou coisas que achava interessante, talvez pra mim, talvez pra ela, certamente pra ambos. Histórias soltas sobre um passado rico, histórias lindas; lindas por sua pureza, lindas por sua simplicidade, lindas porque nunca mais veremos nada parecido...

Minha bisavó morou boa parte da vida em cidades de interior, cidades rurais, e é óbvio que a vida naquela época e naqueles lugares é completamente diferente da que levamos hoje e até da que ela mesma leva. Os relatos que mais ouvi dela foram de bailes simples, mas tão lindos que nunca se fez ou fará outros iguais. Grandes festas, com fogos de artifício e muito canto e dança, que começavam num dia e terminavam no começar do outro (dia que falo é quando o Sol está brilhando). Ouvi sobre homens lindos, verdadeiros príncipes, que a tiravam pra dançar. Em certo ponto da conversa ela me falou sobre um lindo cavalheiro que ela e todas as garotas da região cobiçavam e, quando ele resolveu escolher uma entre as dezenas de moças para dançar, foi ela. E ele recitou um verso pra ela! Ela lembra até hoje... Infelizmente eu esqueci, mas prometo perguntar pra ela e eternizar isso.

Em contrapartida a esse ar festivo e de namoros (obviamente não consumados) fiquei sabendo de um pai rígido demais, mas amoroso e que nunca encostou um dedo nos filhos, tal qual a mãe. Pai esse que não deixava as filhas (NOVE!) e o filho irem a bailes sozinhos, sempre com a mãe e quando ele conhecia os organizadores, banda e convidados. Um pai severo, mas nunca mau, pelo contrário, sempre muito cuidadoso e bom. E a mãe seguia o modelo. Pai músico que tocava nos tais bailes e ainda cuidava da escola, incluindo contratar professores. Conheci irmãos companheiros; namoros a braços dados que foram pegos em flagrante (sendo tão proibidos como eram!) e apenas um pigarrear afastou todo e qualquer braço. De presentes dados por amores secretos que geraram choro por não poderem chegar até em casa sem ser motivo de represália e com isso serem devolvidos.

Soube de histórias da escola, lanches às escondidas, recreios pulando corda; sobre brincadeiras de crianças de outra era, mas tão divertidas que nunca serão superadas. Um sítio quase dentro da mata que servia de local de férias. Fiquei sabendo de uma terra linda, a mais linda de todas, onde a Natureza, a diversão, o amor e a paz montavam o cenário. Tomei conhecimento também de duas mudanças de cidade, uma em uma carreta! E de uma pensão onde o amor aconteceu...

Um amor genuíno, que começou meio que às escondidas (apesar de novamente nada consumado) e terminou em casamento e que resiste até hoje. Um amor que, ao contrário das histórias clássicas e bonitinhas, terminou em divórcio e hoje o ex-companheiro é falecido. Mas quem disse que é só em finais felizes que existe amor eterno? Infelizmente não é assim que funciona, às vezes a vida é um pouco mais cruel. Um casamento cheio de infidelidades por parte dele e de muito amor da parte dela. Mas o amor próprio é sempre o mais importante e o divórcio veio. Mas quem disse que separação mata um sentimento? Não mata mesmo! Porém nessas histórias ela foi mais branda, e não entrou muito em detalhes, óbvio que não questionei. Seu fascínio eram os bailes, as festas, os amores, as belezas de uma época que já se foi pra nunca mais...

Ela narrou também problemas, dificuldades diversas com sogra, senhora essa que ela cita com todo respeito e ressalta as qualidades, mesmo tendo sido vítima de tantas de suas ofensas e armações. Quantos de nós conseguimos ser assim, hum? E conheci o triste fim da sogra, que enlouqueceu e acabou morrendo sozinha em um quarto (coisa de novela? Pois é... A vida tem dessas). E parte do trajeto dessa mulher enquanto cruzava aos poucos a linha da sanidade até mergulhar no insano completamente. Coisas como cobrir jornais como se fossem bebês e despedir-se deles antes de sair de casa; dar passeios no meio da noite, a pé; avisar sobre pães prontos para assar durante a madrugada; roubar um cachecol e cortá-lo ao meio, dando uma parte para cada filho; passar a tarde juntando gravetos alegando que um dos filhos estava sem e com isso sem fogo, quando ele tinha uma imensa pilha deles; entre mais alguns que não lembro agora...

Mas o mais lindo em tudo isso e também dolorido é como isso ainda é importante pra ela. Como ainda habita o coração dela, trazendo um maremoto de saudades que só não a afoga pela família que construiu de lá pra cá. É maravilhoso ouvir tudo isso e saber a riqueza de experiências que ela viveu, coisas que eu ou você nunca viveremos nem parecidas. Mas é triste ver como o tempo passa e tudo fica pra trás, é reduzido à simples lembranças em uma mente saudosa. É doloroso perceber que nossos anos de outro terminam e nem temos tempo de nos despedir, é duro aceitar que aquilo nunca vai voltar, a não ser em nossos sonhos.

Termino com trechos parafraseados dela:

Éde (ela me chama assim), era tudo muito lindo, não era como é hoje. Tinha uns bailes que era a coisa mais linda do mundo! A gente dançava até o outro dia! Que tempo bom! Eu sonho que to lá de novo, é lindo... Se eu fosse hoje lá, a gente sabe que ta diferente né? Mas se eu fosse lá eu conhecia! Era muito bom... Tu precisava ver!

Post em homenagem a Noralina Valin Keller, minha bisavó. Tenho certeza que ainda vamos ter muitas conversas como essa. Te amo muito! Grande beijo!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

I have no regrets, there’s nothing to forget. All the pain was worth it.

Já faz quase um ano desde a última postagem, creio que os leitores (que já eram raros) desistiram de passar por aqui. Mas antes tarde do que nunca! Sei que o final do ano não está assim tão próximo, mas eu estava realmente afim de escrever sobre esse ano: 2010.

Dois mil e dez foi um ano deveras turbulento pra mim, muita coisa aconteceu, muita coisa mesmo. Pra ser sincero eu jamais acreditaria se alguém me contasse lá em janeiro que minha vida estaria como está agora. Mas ela está. Confesso que alguns períodos foram muito difíceis, mas no fim acho que tudo valeu a pena.

Muita gente deixou de fazer parte da minha vida, muita gente começou a fazer parte da minha vida e outras voltaram a fazer. E assim a vida segue, idas, vindas, tropeços, acertos. Mas o saldo final foi positivo. Amadureci uns dez anos em um só. Aprendi muito sobre as coisas, sobre as pessoas e, principalmente, sobre mim mesmo. E eu realmente estava precisando de mudanças. E mudou. Mudei até de casa, dá pra acreditar?

Não vejo dois mil e dez como um ano bom. Realmente não foi. Mas também não o vejo como um ano ruim, de verdade. Como o vejo então? O vejo como um divisor de águas. Um ano que precisava acontecer pra colocar tudo no lugar. Um ano vital para consolidar grandes amizades, pra conhecer pessoas bacanas e para cicatrizar ou amenizar consideravelmente feridas abertas. Realmente espero que o próximo ano seja um ano ótimo. Está mais do que na hora da minha vida engrenar, e acho que agora estou disposto a isso.

Não vou me alongar muito mais, acho que já deu pra entender o que quero dizer. Termino o post agradecendo a todas as pessoas que estiveram comigo nesse ano e principalmente, as pessoas que me ajudaram, mesmo que só ouvindo, a passar pelos momentos difíceis que passei. Obrigado mesmo, do fundo do coração. E dizendo que dois mil e dez ficará marcado na minha memória como um ano difícil, mas um ano pra lá de necessário.

E que venha 2011!

E em homenagem a 2010 e às pessoas que fizeram parte dele, deixo uma música:


I’ll remember
Escrita por Madonna, Patrick Leonard e Richard Page

Say good-bye
To not knowing when
The truth in my whole life began
Say good-bye
To not knowing how to cry
You taught me that

And I'll remember
The strength that you gave me
Now that I'm standing
on my own
I'll remember
The way that you saved me
I'll remember

Inside
I was a child
That could not mend
a broken wing
Outside
I looked for a way
To teach my heart to sing

And I'll remember
The love that you gave me
Now that I'm standing
on my own
I'll remember
The way that you changed me
I'll remember

I learned
To let go
Of the illusion that we can possess
I learned
To let go
I travel in stillness
And I'll remember
Happiness
I'll remember
I'll remember

And I'll remember
The love that you gave me
Now that I'm standing
on my own
I'll remember
The way that you changed me
I'll remember

No I've never been afraid to cry
Now I finally have
a reason why
I'll remember
No I've never been afraid to cry
Now I finally have
a reason why
I'll remember

video

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Say what you like, do what you feel, you know exactly who you are. The more that you wait, the more time that you waste!

Dia trinta e um de dezembro de dois mil e nove. Pois é. É hoje. O último dia do ano. Um ano é tanto tempo, dá pra fazer tanta coisa. Mas ao mesmo tempo é tão pouco, e se faz tão pouco... Paradoxal? Essa é a vida...

Dois mil e nove foi um ano deveras turbulento. Acho que nunca aconteceu tanta coisa na minha vida. Tantas mudanças, tantas novidades, tantas descobertas... E posso dizer que a grande maioria delas foi positiva, tirando uma meia dúzia. Claro que algumas dessas negativas tiveram relativo peso.

Pra mim, no ano novo, diferentemente do Natal, é tempo de jogar tudo pra trás, deixar o que não será útil. Tempo de se renovar, de pensar no futuro, fazer planos, estipular metas. De afogar de vez aquelas mágoas que teimam em nos perturbar, lá junto com a Iemanjá.

É uma data que nos lembra que enfrentamos uma jornada e conseguimos chegar ao fim dela, sãos e salvos. Um dia para ver o que resistiu ao tempo e se agarrar nisso. Afinal o que não resistiu a um ano, mesmo que tivesse sido diferente, não resistiria muito mais. Apenas os fortes sobrevivem, apenas o que vale a pena permanece.

É hora de se livrar de velhas roupas, papel inútil, livros que já não fazem mais nossa cabeça, objetos que não usaremos mais, fotos, lembranças... Afinal tem coisa que teimamos em guardar pra alimentar nosso lado nostálgico, e pra fazer aquela lavagem de dentro pra fora periódica nos olhos, não é? Livre-se disso! Quem vive lembrança é comerciante de cidade turística, lembra? O hoje é o que importa. O que passou passou e provavelmente foi necessário. Lembre-se que certas coisas precisam acontecer pra completar os ciclos que falei num outro post, esqueceu? Tem coisas também que não dependem da gente, e o que não tem remédio, remediado está, já dizia minha avó. Claro que sempre devemos usar o passado como um livro, que consultamos pra não repetir erros, mas não devemos viver com ele aberto na cabeceira da cama.

Também é hora de estourar champanhe, ouvir música boa, dançar, dar risada e estar perto de quem se ama. Hora de vestir branco, amarelo, vermelho, verde, azul, lilás, rosa, preto, laranja... Enfim... Hora de vestir uma roupa que se gosta e se sinta bem, sendo porque crê que trará paz, amor, dinheiro, etc, seja porque você gosta dela e se sente bem com ela. Hora de soltar fogos de artifício, fazer a contagem regressiva junto com a Rede Globo, abraçar todo mundo e desejar um feliz ano novo! Comer lentilha, porco e todas aquelas comidas que seguem as regras de pratos e receitas para a noite da virada que sua mãe jamais deixará de cumprir. Tomar champanhe, refri, água, cachaça, ou seja lá o que for que te dê prazer e não faça mal a ninguém.

Fim de ano é muito bom! Dá uma sensação de dever cumprido, de desafio vencido. Uma vitalidade, uma vontade de gritar “Lá se foi mais um e eu to aqui!”. Mas cuidado que alguém pode gritar: “Grande coisa! Só vamos até 2012 mesmo!”.

Brincadeiras a parte, desejo pra todo mundo um ano maravilhoso, onde a saúde, a paz, o amor e a realização invadam todos. Um ano onde velhas mágoas sejam enfim afogadas (ainda acho que devia se adiantar e mandar elas com a Iemanjá hein...), onde seus sonhos se tornem reais, onde antigos atritos sejam resolvidos, onde antigos erros sejam perdoados (principalmente por nós mesmos), onde antigos amores se concretizem, antigos amigos se reencontrem, onde todos os seus problemas mais terríveis sejam extintos (porque um ou outro sempre se tem, mas que sejam lights U.U) e tudo que você deseja se torne real, se tiver coerência, né.

Um feliz 2010 para todos, de coração!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Santa baby, slip a gift under the tree, for me. I've been an angel all year. Santa baby, hurry down the chimney tonight!

É óbvio que essa data não poderia passar em branco: o Natal. Eu tenho particular adoração pelo Natal, pra mim é o melhor feriado do ano.
Natal é aquela época em que a língua amolece e parece ser mais fácil dizer “desculpa”, “obrigado”, “te amo”, entre tantas outras palavras e frases que entalam na garganta no resto do ano. O Natal parece abanar uma varinha mágica sobre tudo e todos, e o mundo parece ficar mais amável. Pelo menos é isso que sinto.

Nessa época parece haver algo no ar, um feromônio de calma e solidariedade, parece que todo mundo fica mais amigo, mais paciente, mais compreensivo. É tempo de reconciliar, de reunir, de comer bastante (inclusive coisas que só são vistas na mesa na noite da ceia e nunca mais) de festejar (os perus que o digam!), enfim... É Natal!

É uma época em que todos aqueles abraços que estocamos durante o ano são distribuídos, um época em que juntamos nossas economias pra poder fazer alguém que gostamos sorrir. É tão bom fazer alguém sorrir, não é? Época de cartões, cartas e cartinhas, época de vadiar no serviço, contar piada e morrer de rir. Época de contar os dias para as férias, praia, campo, casa do parente. Época também de reunir os parentes na casa da avó! Rever aquela tia que aperta as bochechas e diz que você cresceu um monte desde que te viu, ou aquela que está sempre com alguma dor... Faz parte.

Também é uma época nostálgica, onde recordamos não só todos os outros natais que tivemos, que parecem sempre teimar em ser melhores, mas de fazer um balanço do ano todo, e da nossa vida até esse ponto. Tempo de lembrar coisas que passaram, boas ou ruins, pessoas que passaram, tempo de sentir saudade, mas também de olhar pra frente.

É impossível chegar na véspera de Natal e não ser tomado por uma profusão de lembranças. Mas viver de lembranças é coisa de comerciante de cidade turística. O Natal é para mim uma data mágica, onde se tem uma sensação de dever cumprido por mais um ano que está chegando ao fim, onde se fica mais sentimental e aberto. Onde nos sentimos mais leves e uma alegria brota das coisas, e é assim que quero que seja sempre!

Sinto saudade das reuniões familiares que fazíamos, mas ainda sem toda aquela algazarra amo Natal, de verdade, e quando eu tiver minha própria família farei o possível para que o Natal seja a data mais mágica do ano.

É com esse desejo de que todos sejam possuídos pelo Espírito Natalino que encerro este post. Desejo ainda que todos tenham um natal magnífico, repleto de saúde, paz e amor. Com esses três, tudo dá certo.

Feliz Natal, grande abraço!

domingo, 25 de outubro de 2009

Yes, I'm ready to jump! Just take my hands and get ready! I’m not afraid of what I’ll face, but I’m afraid to stay...

A vida é feita de ciclos... Feita de períodos, de vidas menores. Essas vidas variam em duração e tipo, de pessoa para pessoa. Hoje – e só hoje – me dei conta de que acabo de morrer. E uma nova vida está tendo início. Hoje consegui acordar e enxergar quantas coisas aconteceram nos últimos tempos que mudaram drasticamente minha vida.
Mas uma nova vida já está nascendo, das cinzas desta que termina. E sabem... Cinzas é um excelente adubo! É incrível como as peças se encaixam a cada dia que passa e tudo começa a fazer sentido, como em um quebra-cabeça.

Percebo que nem tudo foi em vão. Não... Não foi! Percebo que apesar de certas coisas terem parecido um erro, elas foram necessárias para que o ciclo se completasse. Só depois de certas coisas terem acontecido eu pude consertar alguns erros, pedir perdão, perdoar... Eu realmente estava cego! Nada nos cega tanto quanto certos sentimentos...
Mas enfim... Minha visão está clara o suficiente para que eu perceba o quão bom todo esse sofrimento foi.

Porque só quando uma grande, antiga e imponente árvore cai é que as menores têm chance de viver, de crescer e tornarem-se outras grandes árvores. Eu tive uma chance de consertar meus erros, e o fiz. Tive uma chance para conhecer melhor algumas pessoas ao meu redor, e principalmente, uma chance para me conhecer melhor, e o fiz. Tive chance de conhecer novas pessoas e formar amizades de ouro, e o fiz.

Como fui tolo! Uma venda estava em meus olhos. Mas agora tudo está mais claro. E daqui pra frente prometo não me deixar cegar. Tive uma oportunidade de crescer, amadurecer. Uma enorme chance. Parece que precisamos ir até o chão pra descobrir o quão boas são as nuvens. Parece que só quando estamos realmente abatidos e tristes é que conseguimos ver certas coisas com a graça da humildade, e não com a estupidez do orgulho.

Agora levanto-me! Levanto-me com a certeza de que a queda não foi em vão. E com um sentimento de gratidão pelas oportunidades que tive. Hoje me sinto mais aliviado por ter resolvido certas coisas que há muito vinham assolando minha mente. Aliviado por um ciclo doloroso ter enfim tido seu desfecho.

E, é claro, quando se começa uma nova vida, se leva os ensinamentos que a anterior proporcionou. Daqui pra frente certas coisas irão mudar, e outras... Outras vão ficar do jeitinho que estão!! Obrigado aos meus amigos que estiveram do meu lado durante essa fase difícil que passei... Serei eternamente grato!

Que os próximos anos sejam cada vez melhores!

“Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu.”
Provérbio chinês


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

I fought to be so strong... I guess you knew... I was afraid you'd go away too...

Há alguns dias eu estava tendo uma conversa com minha professora de literatura - que não citarei o nome - sobre um fato que aconteceu comigo. Este fato ma abalou demais e eu a procurei para ter amparo. Em um ponto da conversa ela me disse uma frase que achei interessante: "O problema é a merda do sentimento." E é inspirado nesta frase que faço esta postagem.

Um dos meus maiores desejos é conseguir ser mais frio. Principalmente em relação às pessoas ao meu redor. Por mais que muitos hipócritas digam que ser sentimental é uma dádiva, ser frio é um privilégio. Eu sofreria muito menos se fosse menos sentimental. Esse fato que citei no primeiro parágrafo é um exemplo muito claro disso. Se eu fosse mais frio não teria ficado tão abalado, sofrido tanto, sofrimento esse que ainda me consome. Enquanto eu fico mal e choro, a outra parte envolvida, que supostamente teve uma perda de igual valor, está numa boa, tocando sua vida de forma invejável.

Eu queria ser assim, de verdade. Mas simplesmente não consigo. Me apego de verdade, crio sentimentos com poderosos alicerces... E sofro quando caem. Agir de modo racional o tempo todo é impossível, eu sei, mas queria conseguir ser bem mais razão do que sentimento. E o pior é que não é a primeira vez que isso me acontece, muito pelo contrário, vivo sofrendo por me apegar demais às pessoas.

Às vezes o fantasma da relação doente que minha mãe tem me assombra. Tenho medo de me tornar semelhante a ela no aspecto sentimento. Medo... Sentimento inútil, mas que está sempre presente. Tenho medo de muitas coisas, uma delas é acabar sozinho.

Fico aqui, remoendo minhas mágoas e tentando me distrair. Só espero um dia aprender a arte de ser frio...

sábado, 10 de outubro de 2009

Did I have a point of view? Did I say something true? Oops I didn't know I couldn't talk about you... And I'm not sorry!

A ignorância é, muitas vezes, o reflexo mais fiel da falta de argumentos. Muita gente usa dessa ferramenta quando perde os argumentos. É muito mais fácil defender uma idéia com agressão verbal ou física, risos e todo tipo de ignorância do que com conhecimento e capacidade argumentativa.

No mundo em que vivo (cercado de adolescentes) isso é muito comum. E mesmo pessoas que se dizem inteligentes continuam fazendo uso dessa tática. O exemplo mais típico é quanto a gosto musical (estúpido, pois cada um tem o seu). O pessoal que curte determinado estilo usa de argumentos falhos e sem fundamento para defendê-lo, chegando a dizer que adeptos a outros estilos não merecem ouvir o deles (?!).

Mas isso é só um exemplo. No geral outros absurdos acontecem. Acho que está na hora desse pessoal entender que gosto é gosto e que ninguém aqui está apto a julgar os outros. Por que o seu gosto é melhor que o meu? Acho engraçado como as pessoas acham-se superiores pelo que escutam. Que piada.
Cheguei a ler "dia do rock é pra quem merece" ou algo assim em algum lugar. Caramba! Quanta ignorância. Então só comemora o dia do rock quem passa por um teste de personalidade? E o mais engraçado e paradoxal é que os rockeiros, no geral, acham que o rock é a raiz de tudo, que tudo (praticamente) surgiu dele. Mas então, não deveriam todas as suas ramificações comemorar tal dia? Tsc...
Isso chega a soar meio nazista, o "estilo musical puro". Que baboseira! Nossos amigos ainda se acham no direito de bater em quem não segue tal estilo. Minha nossa! Quanta inteligência. Isso é prova de falta de capacidade para convencer, aí usam de violência. Patético, simples assim.

Não consigo, sinceramente, entender que quesito se usa para julgar um estilo superior ao outro. É óbvio que existem estilos que eu abomino, mas aí julgar inferior ao que eu curto é preciso de um embasamento muito bom, se é que existe.

As pessoas esquecem que em diversas coisas na vida, o que existe mesmo é ponto de vista, não melhor e pior, certo e errado.

Feliz dia do rock (atrasado) para todos os emos!
UAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Não resisti, desculpem...