quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Say what you like, do what you feel, you know exactly who you are. The more that you wait, the more time that you waste!

Dia trinta e um de dezembro de dois mil e nove. Pois é. É hoje. O último dia do ano. Um ano é tanto tempo, dá pra fazer tanta coisa. Mas ao mesmo tempo é tão pouco, e se faz tão pouco... Paradoxal? Essa é a vida...

Dois mil e nove foi um ano deveras turbulento. Acho que nunca aconteceu tanta coisa na minha vida. Tantas mudanças, tantas novidades, tantas descobertas... E posso dizer que a grande maioria delas foi positiva, tirando uma meia dúzia. Claro que algumas dessas negativas tiveram relativo peso.

Pra mim, no ano novo, diferentemente do Natal, é tempo de jogar tudo pra trás, deixar o que não será útil. Tempo de se renovar, de pensar no futuro, fazer planos, estipular metas. De afogar de vez aquelas mágoas que teimam em nos perturbar, lá junto com a Iemanjá.

É uma data que nos lembra que enfrentamos uma jornada e conseguimos chegar ao fim dela, sãos e salvos. Um dia para ver o que resistiu ao tempo e se agarrar nisso. Afinal o que não resistiu a um ano, mesmo que tivesse sido diferente, não resistiria muito mais. Apenas os fortes sobrevivem, apenas o que vale a pena permanece.

É hora de se livrar de velhas roupas, papel inútil, livros que já não fazem mais nossa cabeça, objetos que não usaremos mais, fotos, lembranças... Afinal tem coisa que teimamos em guardar pra alimentar nosso lado nostálgico, e pra fazer aquela lavagem de dentro pra fora periódica nos olhos, não é? Livre-se disso! Quem vive lembrança é comerciante de cidade turística, lembra? O hoje é o que importa. O que passou passou e provavelmente foi necessário. Lembre-se que certas coisas precisam acontecer pra completar os ciclos que falei num outro post, esqueceu? Tem coisas também que não dependem da gente, e o que não tem remédio, remediado está, já dizia minha avó. Claro que sempre devemos usar o passado como um livro, que consultamos pra não repetir erros, mas não devemos viver com ele aberto na cabeceira da cama.

Também é hora de estourar champanhe, ouvir música boa, dançar, dar risada e estar perto de quem se ama. Hora de vestir branco, amarelo, vermelho, verde, azul, lilás, rosa, preto, laranja... Enfim... Hora de vestir uma roupa que se gosta e se sinta bem, sendo porque crê que trará paz, amor, dinheiro, etc, seja porque você gosta dela e se sente bem com ela. Hora de soltar fogos de artifício, fazer a contagem regressiva junto com a Rede Globo, abraçar todo mundo e desejar um feliz ano novo! Comer lentilha, porco e todas aquelas comidas que seguem as regras de pratos e receitas para a noite da virada que sua mãe jamais deixará de cumprir. Tomar champanhe, refri, água, cachaça, ou seja lá o que for que te dê prazer e não faça mal a ninguém.

Fim de ano é muito bom! Dá uma sensação de dever cumprido, de desafio vencido. Uma vitalidade, uma vontade de gritar “Lá se foi mais um e eu to aqui!”. Mas cuidado que alguém pode gritar: “Grande coisa! Só vamos até 2012 mesmo!”.

Brincadeiras a parte, desejo pra todo mundo um ano maravilhoso, onde a saúde, a paz, o amor e a realização invadam todos. Um ano onde velhas mágoas sejam enfim afogadas (ainda acho que devia se adiantar e mandar elas com a Iemanjá hein...), onde seus sonhos se tornem reais, onde antigos atritos sejam resolvidos, onde antigos erros sejam perdoados (principalmente por nós mesmos), onde antigos amores se concretizem, antigos amigos se reencontrem, onde todos os seus problemas mais terríveis sejam extintos (porque um ou outro sempre se tem, mas que sejam lights U.U) e tudo que você deseja se torne real, se tiver coerência, né.

Um feliz 2010 para todos, de coração!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Santa baby, slip a gift under the tree, for me. I've been an angel all year. Santa baby, hurry down the chimney tonight!

É óbvio que essa data não poderia passar em branco: o Natal. Eu tenho particular adoração pelo Natal, pra mim é o melhor feriado do ano.
Natal é aquela época em que a língua amolece e parece ser mais fácil dizer “desculpa”, “obrigado”, “te amo”, entre tantas outras palavras e frases que entalam na garganta no resto do ano. O Natal parece abanar uma varinha mágica sobre tudo e todos, e o mundo parece ficar mais amável. Pelo menos é isso que sinto.

Nessa época parece haver algo no ar, um feromônio de calma e solidariedade, parece que todo mundo fica mais amigo, mais paciente, mais compreensivo. É tempo de reconciliar, de reunir, de comer bastante (inclusive coisas que só são vistas na mesa na noite da ceia e nunca mais) de festejar (os perus que o digam!), enfim... É Natal!

É uma época em que todos aqueles abraços que estocamos durante o ano são distribuídos, um época em que juntamos nossas economias pra poder fazer alguém que gostamos sorrir. É tão bom fazer alguém sorrir, não é? Época de cartões, cartas e cartinhas, época de vadiar no serviço, contar piada e morrer de rir. Época de contar os dias para as férias, praia, campo, casa do parente. Época também de reunir os parentes na casa da avó! Rever aquela tia que aperta as bochechas e diz que você cresceu um monte desde que te viu, ou aquela que está sempre com alguma dor... Faz parte.

Também é uma época nostálgica, onde recordamos não só todos os outros natais que tivemos, que parecem sempre teimar em ser melhores, mas de fazer um balanço do ano todo, e da nossa vida até esse ponto. Tempo de lembrar coisas que passaram, boas ou ruins, pessoas que passaram, tempo de sentir saudade, mas também de olhar pra frente.

É impossível chegar na véspera de Natal e não ser tomado por uma profusão de lembranças. Mas viver de lembranças é coisa de comerciante de cidade turística. O Natal é para mim uma data mágica, onde se tem uma sensação de dever cumprido por mais um ano que está chegando ao fim, onde se fica mais sentimental e aberto. Onde nos sentimos mais leves e uma alegria brota das coisas, e é assim que quero que seja sempre!

Sinto saudade das reuniões familiares que fazíamos, mas ainda sem toda aquela algazarra amo Natal, de verdade, e quando eu tiver minha própria família farei o possível para que o Natal seja a data mais mágica do ano.

É com esse desejo de que todos sejam possuídos pelo Espírito Natalino que encerro este post. Desejo ainda que todos tenham um natal magnífico, repleto de saúde, paz e amor. Com esses três, tudo dá certo.

Feliz Natal, grande abraço!

domingo, 25 de outubro de 2009

Yes, I'm ready to jump! Just take my hands and get ready! I’m not afraid of what I’ll face, but I’m afraid to stay...

A vida é feita de ciclos... Feita de períodos, de vidas menores. Essas vidas variam em duração e tipo, de pessoa para pessoa. Hoje – e só hoje – me dei conta de que acabo de morrer. E uma nova vida está tendo início. Hoje consegui acordar e enxergar quantas coisas aconteceram nos últimos tempos que mudaram drasticamente minha vida.
Mas uma nova vida já está nascendo, das cinzas desta que termina. E sabem... Cinzas é um excelente adubo! É incrível como as peças se encaixam a cada dia que passa e tudo começa a fazer sentido, como em um quebra-cabeça.

Percebo que nem tudo foi em vão. Não... Não foi! Percebo que apesar de certas coisas terem parecido um erro, elas foram necessárias para que o ciclo se completasse. Só depois de certas coisas terem acontecido eu pude consertar alguns erros, pedir perdão, perdoar... Eu realmente estava cego! Nada nos cega tanto quanto certos sentimentos...
Mas enfim... Minha visão está clara o suficiente para que eu perceba o quão bom todo esse sofrimento foi.

Porque só quando uma grande, antiga e imponente árvore cai é que as menores têm chance de viver, de crescer e tornarem-se outras grandes árvores. Eu tive uma chance de consertar meus erros, e o fiz. Tive uma chance para conhecer melhor algumas pessoas ao meu redor, e principalmente, uma chance para me conhecer melhor, e o fiz. Tive chance de conhecer novas pessoas e formar amizades de ouro, e o fiz.

Como fui tolo! Uma venda estava em meus olhos. Mas agora tudo está mais claro. E daqui pra frente prometo não me deixar cegar. Tive uma oportunidade de crescer, amadurecer. Uma enorme chance. Parece que precisamos ir até o chão pra descobrir o quão boas são as nuvens. Parece que só quando estamos realmente abatidos e tristes é que conseguimos ver certas coisas com a graça da humildade, e não com a estupidez do orgulho.

Agora levanto-me! Levanto-me com a certeza de que a queda não foi em vão. E com um sentimento de gratidão pelas oportunidades que tive. Hoje me sinto mais aliviado por ter resolvido certas coisas que há muito vinham assolando minha mente. Aliviado por um ciclo doloroso ter enfim tido seu desfecho.

E, é claro, quando se começa uma nova vida, se leva os ensinamentos que a anterior proporcionou. Daqui pra frente certas coisas irão mudar, e outras... Outras vão ficar do jeitinho que estão!! Obrigado aos meus amigos que estiveram do meu lado durante essa fase difícil que passei... Serei eternamente grato!

Que os próximos anos sejam cada vez melhores!

“Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu.”
Provérbio chinês


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

I fought to be so strong... I guess you knew... I was afraid you'd go away too...

Há alguns dias eu estava tendo uma conversa com minha professora de literatura - que não citarei o nome - sobre um fato que aconteceu comigo. Este fato ma abalou demais e eu a procurei para ter amparo. Em um ponto da conversa ela me disse uma frase que achei interessante: "O problema é a merda do sentimento." E é inspirado nesta frase que faço esta postagem.

Um dos meus maiores desejos é conseguir ser mais frio. Principalmente em relação às pessoas ao meu redor. Por mais que muitos hipócritas digam que ser sentimental é uma dádiva, ser frio é um privilégio. Eu sofreria muito menos se fosse menos sentimental. Esse fato que citei no primeiro parágrafo é um exemplo muito claro disso. Se eu fosse mais frio não teria ficado tão abalado, sofrido tanto, sofrimento esse que ainda me consome. Enquanto eu fico mal e choro, a outra parte envolvida, que supostamente teve uma perda de igual valor, está numa boa, tocando sua vida de forma invejável.

Eu queria ser assim, de verdade. Mas simplesmente não consigo. Me apego de verdade, crio sentimentos com poderosos alicerces... E sofro quando caem. Agir de modo racional o tempo todo é impossível, eu sei, mas queria conseguir ser bem mais razão do que sentimento. E o pior é que não é a primeira vez que isso me acontece, muito pelo contrário, vivo sofrendo por me apegar demais às pessoas.

Às vezes o fantasma da relação doente que minha mãe tem me assombra. Tenho medo de me tornar semelhante a ela no aspecto sentimento. Medo... Sentimento inútil, mas que está sempre presente. Tenho medo de muitas coisas, uma delas é acabar sozinho.

Fico aqui, remoendo minhas mágoas e tentando me distrair. Só espero um dia aprender a arte de ser frio...

sábado, 10 de outubro de 2009

Did I have a point of view? Did I say something true? Oops I didn't know I couldn't talk about you... And I'm not sorry!

A ignorância é, muitas vezes, o reflexo mais fiel da falta de argumentos. Muita gente usa dessa ferramenta quando perde os argumentos. É muito mais fácil defender uma idéia com agressão verbal ou física, risos e todo tipo de ignorância do que com conhecimento e capacidade argumentativa.

No mundo em que vivo (cercado de adolescentes) isso é muito comum. E mesmo pessoas que se dizem inteligentes continuam fazendo uso dessa tática. O exemplo mais típico é quanto a gosto musical (estúpido, pois cada um tem o seu). O pessoal que curte determinado estilo usa de argumentos falhos e sem fundamento para defendê-lo, chegando a dizer que adeptos a outros estilos não merecem ouvir o deles (?!).

Mas isso é só um exemplo. No geral outros absurdos acontecem. Acho que está na hora desse pessoal entender que gosto é gosto e que ninguém aqui está apto a julgar os outros. Por que o seu gosto é melhor que o meu? Acho engraçado como as pessoas acham-se superiores pelo que escutam. Que piada.
Cheguei a ler "dia do rock é pra quem merece" ou algo assim em algum lugar. Caramba! Quanta ignorância. Então só comemora o dia do rock quem passa por um teste de personalidade? E o mais engraçado e paradoxal é que os rockeiros, no geral, acham que o rock é a raiz de tudo, que tudo (praticamente) surgiu dele. Mas então, não deveriam todas as suas ramificações comemorar tal dia? Tsc...
Isso chega a soar meio nazista, o "estilo musical puro". Que baboseira! Nossos amigos ainda se acham no direito de bater em quem não segue tal estilo. Minha nossa! Quanta inteligência. Isso é prova de falta de capacidade para convencer, aí usam de violência. Patético, simples assim.

Não consigo, sinceramente, entender que quesito se usa para julgar um estilo superior ao outro. É óbvio que existem estilos que eu abomino, mas aí julgar inferior ao que eu curto é preciso de um embasamento muito bom, se é que existe.

As pessoas esquecem que em diversas coisas na vida, o que existe mesmo é ponto de vista, não melhor e pior, certo e errado.

Feliz dia do rock (atrasado) para todos os emos!
UAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Não resisti, desculpem...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

You are a treasure to me, you are my star. You breath new life into my broken heart...

Amizade... Que palavra poderosa... Pelo menos pra mim. Na verdade uma das palavras mais poderosas que existem. Uma vez que por mim assim for chamado é porque tens enorme significado pra mim.

Essa palavra tem um significado tão grande pra mim que pode causar tanto as maiores alegrias e prazeres quanto as maiores tristezas e dores. Já vivi momentos inesquecíveis e memoráveis, mas também vivi momentos tristes e que tento esquecer... Sem sucesso.
Como já citado, tenho sério problema em manter amizades. Já tiver várias perdas nessa área. Devido a isso desenvolvi uma espécie de instinto de proteção. Uma possessão. Ciúme. Medo... Medo de perder novamente.

Acho que todas essas perdas também ajudaram no meu crescimento. Você aprende que nada é seu. Nada está sob o seu controle. Nada é para sempre... Nada... Aprende que tem que aproveitar quando momentos alegres acontecem, que cultivar uma amizade é muito difícil e que nem todos conseguirão compreendê-lo ou mesmo conviver com você muito tempo.O tempo... O tempo é cruel e te arranca aquilo que você ama sem nem ao menos lhe dar um lenço.
O amor. O uso dessa palavra se tornou tão comum. Mas aqui creio que encontrei um uso adequado para ela. Eu amo meus amigos. São como parte de mim mesmo. Uma parte essencial. Mas infelizmente precisa ser substituída de vez em quando. É triste, mas verdade.

Às vezes erramos nas escolhas, às vezes acertamos. Como saber? Só o tempo responderá. Quando você realmente precisar de uma mão pra segurar e ela ali estiver. Existe pior coisa do que cair, cair até o mais profundo abismo, e não haver nenhuma mão estendida para lhe ajudar? Bem poucas, arrisco.

Hoje eu posso enxergar, posso afirmar que conheci amizades de verdade. Confesso que por anos vim me iludindo com falsos amigos. Pessoas que me deixavam no fundo do abismo e só pegavam minha mão quando estavam quase caindo em seu próprio. Não conheço meio termo. Quando alguém é meu amigo eu defendo com unhas e dentes. Primeiro defendo, pra depois perguntar se está certo. Claro que se estiver errado puxarei a orelha.

A amizade é algo tão sublime, tão puro, tão incrível... É difícil definir, criar padrões. É uma relação de amor, um amor que seria uma variação do amor fraterno (algumas vezes misto com amor paterno e/ou materno). Um sentimento de admiração e carinho por uma pessoa que você não conhece totalmente, não convive tão intimamente. Um pássaro de outro ninho que você sente como se fosse do seu. O irmão perfeito. Realmente difícil descrever... Alguém que realmente se importa com você, gosta de você, de estar com você. E que muitas vezes só espera um sorriso seu como recompensa.

Classificamos amigos de diversas formas. Por afinidade, por modo de pensar, por grau de convívio, por ambiente, por nível de confiança... Enfim... Mas isso não significa que algum deles seja dispensável ou menos importante. Todos são parte da sua vida, partes que você jamais quer perder. Dentre tais títulos e classificações existe aquele que é considerado o nível máximo. Denominamos assim aqueles que de alguma forma se sobressaíram, de alguma forma somos mais apegados, confiamos mais, temos mais afinidade... O melhor amigo.

O melhor amigo... Nossa! Isso sim é um título forte. Considero o melhor amigo tão importante quanto um membro da família. Um irmão. Se existe alguém que posso chamar assim? Sim, existe. Por sorte encontrei alguém pra ocupar tal posto. Posto que por anos veio sendo ocupado por uma fraude. E sou realmente grato por ter encontrado tal pessoa. Realmente grato por essa pessoa ser essa peça vital na minha vida. Hoje não sei o que faria se a perdesse, sinceramente... Obrigado.

Só o que posso fazer é isso. Agradecer. Do fundo do meu coração. Obrigado meus amigos! Obrigado por existirem e por serem assim como são. Amo vocês, sem nenhum grau de hipérbole. Espero que nossa amizade seja eterna. Ou que dure até o ponto em que ela já não seja tão mágica e prazerosa como hoje é.

Peço desculpas pelo meu ciúme, pela minha possessividade, por eu ser tão chato. Sei que sou uma pessoa deveras difícil de conviver, mas juro que farei tudo que estiver ao meu alcance por vocês. Vocês não têm idéia do que sou capaz de fazer por vocês. Amo vocês!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

I use to live in a fuzzy dream, and I use to believe in a pretty picture... But now I know for sure that I was stupid...

Viver nesse mundo louco não é nada fácil. Na realidade o maior problema são as pessoas. Conviver é complicado. Mas isolar-se é pior. Precisamos de convívio. O complicado é compreender as pessoas ao nosso redor. Por mais que você se esforce, algumas pessoas simplesmente não serão entendidas por você. Talvez porque você não seja capaz, talvez porque ela consiga esconder parte dos seus sentimentos de você muito bem.

Não existe efeito seu causa. Nada vêm do acaso. Cada indivíduo tem seu mundo particular e está totalmente dentro das regras de tal mundo. Só que, às vezes, esquece que convive com outros mundos. Compreensão é um dom de poucos. Eu sou uma pessoa muito fechada, mas tento ser compreensivo com os outros, entender o motivo de algumas atitudes. Nem sempre consigo...

O maior problema é a expectativa que criamos sobre as pessoas. Existem vezes em que admiramos e gostamos tanto de alguém, que esquecemos que esse alguém é humano. Que esse alguém erra. E a decepção é algo que dói muito. Infelizmente nem todos pensam como você, nem todos vão te entender. E costumamos esperar que alguém conseguirá... Talvez encontremos alguém que seja semelhante a nós mesmos... Mas talvez não. Quando aprendermos a não criar tanta expectativa teremos menos decepções.

Nosso pensamento é o que acaba conosco. Nossa imaginação, nosso sonho, nossa vontade... Sonhamos com algo perfeito. Sonhamos que nossos maiores desejos se tornarão reais. E nem sempre se tornam... O amor da sua vida nem sempre vai considerar você o amor da vida dele... É triste... Dói... Mas é como as coisas são. Imaginamos os pais perfeitos, os amigos perfeitos, colegas perfeitos... Mas ninguém é perfeito.

Já fiquei extremamente triste por não ser compreendido. Já procurei alguém que conseguisse tal façanha. Mas no fim, acho que ainda não encontrei ninguém apto a compreender essa mente tão complicada que tenho... Às vezes me sinto em uma guerra, mas só... Com as armas que disponho e pessoas apenas observando, julgando... Mas ninguém entra na guerra com você. Mas afinal, por que entrariam? Nem todos têm os mesmos ideais que você.

O irônico é que nem meus amigos me entendem e terceiros se acham no direito de me julgar. Já estou acostumado com isso. Aquilo que não se compreende é odiado ou temido.

Tudo que escrevi agora, já percebi há algum tempo. Mas continuo criando expectativas, criando em minha mente imagens de pessoas perfeitas. Pessoas que posso contar, que me entenderão, pessoas que pensem como eu... E no fim a imagem se desfaz, a máscara cai. E cai sobre mim... Se dói? Bastante... Mas a dor nos ensina, nos fortalece...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

There's so much more to know, I guess I'll die another day... It's not my time to go!

A morte. O maior mistério e medo da humanidade. Todos vamos encontrá-la um dia, mas estar pronto pra esse dia é quase impossível. As dúvidas, desejos e temores envolvem esse acontecimento. Todos teorizam, mas ninguém tem absoluta certeza. A única certeza é que ela chega... Para todos.

Isso tudo me assusta bastante. Não sei se estou pronto pra perder algumas pessoas. Não sei mesmo... E para morrer? Muito menos. Jamais passou pela minha cabeça tirar minha própria vida. Lembro-me que em momentos difíceis eu pensava: “Eu vou superar isso. Tenho que superar. Um futuro brilhante me espera.” Até porque acho que tirar minha vida não resolveria nada, apenas terminaria com tudo. E terminar com tudo seria o pior dos problemas. Está aí uma das coisas que realmente me põe medo. A morte.

Lembro-me do dia em que fomos ao velório de minha bisavó (mãe de minha avó materna) e foi o primeiro velório que presenciei (devia ter uns 10 anos). Naquela noite fui dormir na minha avó (filha da falecida) e tava um clima bem ruim. E Tudo aquilo que presenciei. Tanta dor e sofrimento. Pessoas que eu julgava tão fortes, caindo em lágrimas... Aquilo mexeu bastante comigo. Me marcou muito a cena deles colocando o caixão dela naquele buraco e fechando com tijolos. Um pensamento estúpido me dominava: “E se ela acordar? Nem vai conseguir sair. Mesmo que quebre o caixão estará pra sempre presa.”. E o sentimento de saber que jamais voltaremos a vê-la novamente? Eu estava perturbado.
Recordo-me que a novela “Esperança” ia ao ar na Rede Globo no horário das 21:00 e meus avós assistiam-na. Deitei-me cedo e aquela profusão de pensamentos bombardeava meu psicológico. Eu comecei a pensar no dia que minha avó seria colocada naquele buraco. Tijolos esconderiam para sempre sua graciosidade. Tijolos calariam sua doce voz pela eternidade. Tijolos impediriam-na de me abraçar, de beijar meu rosto. Eu chorei naquele momento. E corri pra cozinha, onde ela e meu avô estavam. Lembro-me que os abracei com tanta força... Ela pediu o que havia acontecido e o silêncio foi minha resposta.

Eu realmente não estou pronto para perder pessoas como meus avós, meus pais. Sou muito sentimental e apegado. Só de relembrar fatos como esse meu emocional não resiste. Procuro sempre tratá-los com o máximo amor e respeito. Não sei até quando terei eles comigo. Isso realmente me assombra, me perturba. E o pior é ver gente que os inferniza. Fico muito irado.

A felicidade. Esse é o único método preventivo para a morte. Nada mais é certo. Seja feliz. Viva a vida ao máximo. Esse é o melhor método preventivo para o câncer. As pessoas precisam entender que pensamento positivo funciona sim. Não como uma alavanca, como mostra “O Segredo”, mas como arma contra essa coisa incrível que é a mente humana. Depressões, tristezas, mágoas, ressentimentos, ódio, amargura, remorso, repressão... Sentimentos que fazem você se sentir mal consigo mesmo. Fazem você achar que sua vida não vale à pena. Assim seu cérebro encarrega-se de conseguir o fim dela pra você.

A vida é curta, mesmo que você seja a pessoa mais velha da Terra. E ela às vezes pode ser mais curta que qualquer expectativa. Por isso devemos aproveitar ao máximo tudo de bom que temos. Procurar manter nossa mente com bons pensamentos e sensações. Cuidar de nós mesmos, cuidar da auto-estima, estar com pessoas que gostamos, em lugares que gostamos... E procurar melhorar e enxergar coisas boas naquelas que não julgamos tão agradáveis. Viva tudo ao máximo! Faça o que tem vontade, desde que não prejudique-se. Ame! Ria! Viva da melhor forma que puder. Até porque ninguém lhe dará uma nova chance de refazer sua vida. E ninguém sabe em qual página o diário da sua vida vai passar a ser em branco...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tick tock, tick tock, tick tock... You don’t have the luxury of time... There ain’t no time to lose!

O tempo passa... Realmente passa. Sei que não sou o mais indicado pra falar sobre isso, pois não sou tão velho assim. Mas ainda assim, às vezes me assusto com a velocidade com que o tempo passa. Tantas lembranças aqui guardadas... Lembranças de tempos que jamais voltarão.

Sei que pareço meio brega com esse assunto, mas é algo que falo com sinceridade. Agora que alcancei certa maturidade posso enxergar que devemos aproveitar ao máximo cada segundo de momentos felizes. Pois todos eles chegam ao fim. Lembro-me de eventos da minha infância (não tão remota assim, mas de qualquer forma passado) e sinto uma nostalgia incrível... É muito bom ser criança. Eventos que estão aqui, frescos como fruta no pé, mas que já não são mais de minha realidade, eventos que jamais voltarão a acontecer.

Não me aterei à minha infância. Lembro-me de eventos que aconteceram ano passado, por exemplo, e que hoje não passam de lembranças... Boas lembranças. “Amigos” que fiz e hoje nem sei o paradeiro. Às vezes isso me entristece. Como saber o que será amanhã? O hoje é tão diferente do ontem que nem sei se posso criar qualquer expectativa sobre o amanhã. Só espero que algumas coisas e algumas pessoas continuem do jeitinho que estão.

Tenho um sério problema. Algumas vezes sinto como se o mundo girasse, e em sua rota esquecesse-me pelo caminho. Sinto que as pessoas crescem e nesse processo me deixam. Dramático não é? Pois é... Tenho séria dificuldade em manter amizades. Por incrível que pareça não sou eu quem muda, são meus amigos. Mudam, e mudam até de amigos.

É por tudo isso que sou extremamente possessivo com meus amigos. Reconheço este meu defeito e sei que às vezes sou chato. Mas é algo de minha personalidade. Meu instinto me alerta pra agarrar com todas as forças, que é pra não perder novamente... É... Tive várias perdas. Mas isso me fez crescer, admito.

O crescimento é algo que vem com as experiências... Com o tempo. Só não podemos deixar que o tempo passe demais para crescer, pois tudo passa, inclusive essa vida que pulsa dentro de nós.

Isso realmente me assusta. Logo ingressarei no último ano do Ensino Médio e não faço nem idéia do que quero cursar na faculdade. Logo terei que cuidar de mim mesmo, eu quero isso, mas não sei se sou capaz... Logo terei que trabalhar o dia todo e dar adeus ao mundo cômodo em que vivo. Tenho que ser alguém... Mas o tempo voa e não sei se minha maturidade consegue acompanhá-lo...

É... O tempo é cruel e implacável. Hoje com 16, e sem nem ter visto todo esse tempo passar, amanhã com 30 e o que será? Lembranças correm como os segundos do relógio na minha mente... Bons tempos, tempos ruins... Todos eles aqui. E alguns realmente me deixam triste, pois jamais voltarão a acontecer...

domingo, 12 de julho de 2009

Get stupid! Get Stupid! Don't stop it!

Eu vejo a escola como um grande hospício. Mas ao invés de loucos, reúne um bando de ignorantes. Você veria as coisas mais absurdas, os mais diferentes tipos de pessoas, as mais inimagináveis situações e atitudes e muita ignorância se pudesse observar o cotidiano de uma escola. É um lugar onde seus piores demônios são exorcizados, quer você queira ou não, e onde o real objetivo (absorver conhecimento) é o último dos almejos (no máximo conseguir a média, seja colando ou decorando).

É incrível como a grande maioria dos alunos só está ali por obrigação e não aproveita o que o lugar tem a oferecer. Enquanto existem professores que só estão lá pra fechar carga horária e poder receber seu salário no quinto dia útil, existem também ótimos profissionais que tem vasto conhecimento que poderia ser absorvido e seria de grande valia. Mas os tansos preferem dormir nas aulas expositivas e só acordam quando está na hora de copiar do quadro ou quando bate o sinal. Triste...

O mais interessante na escola quanto sociedade, é que existe todo o tipo de pessoa lá dentro, e todas elas terão que se aturar. Isso torna-se algo interessante e um prato cheio pra psicanálise. Você pode observar diferentes perfis psicológicos, e investigar cada um, descobrindo os pontos que influenciam seu comportamento. Gosto disso...

O problema é que pessoas como eu tendem a reprimirem-se, pois são repudiadas pela grande maioria que os cerca. Ou você é fútil e ignorante como a massa, ou você é o alvo. Seja de piadas ou quaisquer outras agressões, sejam psicológicas ou físicas. Fazer o que, né?

Engraçado mais poucos percebem que a seleção natural já está viva ali dentro. Cada indivíduo vai ter êxito em determinada área com seu determinado tipo de atitudes. O que me intriga é que a maior parte dos indivíduos é ignorante, e por isso a espécie perdura na ignorância. E perdura. Pois é, mesmo pessoas ignorantes conseguem passar de ano. Depois aparecem as pérolas do ENEM e eu me pergunto como gente assim chega ao 3º ano. Mas tudo bem. Cada espécie escolhe que tipo de atributos quer ter para sua sobrevivência.

Me divirto muito com o modo com que os adolescentes (quem lê pensa que não sou um deles rs) levam sua vida, com o modo que enxergam o mundo. Parece que eles são o Sol do nosso sistema solar. Tudo gira em torno deles. O que não for do agrado deles não presta, é errado, é idiota. Fúteis... Realmente tenho pena de muitos deles. Mas fazer o que, alguém vai ter que aparar nossos jardins.

O julgamento de um adolescente é rápido como o bote de uma serpente. E, como a serpente com o calor, eles só precisam sentir que o indivíduo não pensa ou age como eles. O conhecimento é escasso e isso acaba os fazendo resolverem tudo como seres primitivos. Tsc... Até mudos em atrito tem mais diálogo que adolescentes em atrito. Adolescente adora criticar a sociedade, mas não percebe que é a raiz de todo o problema dela.

Dou gargalhadas com esses seres que se acham os donos da verdade, mas só entendem de sexo (aquilo que vêem na TV ou escutam de terceiros), moda, tendência, futebol, bebidas e outras futilidades. Quando entendem... Vamos lá, galera! Cresçam e pareçam de forma respeitosa. Tornem-se seres pensantes e realmente capazes de serem superiores em algo. Chega de só se achar algo, sejam! Leiam, informem-se. Tenham senso crítico, saibam analisar sabiamente e sem essa visão estúpida e carregada de pré-conceitos.

Ou, quem sabe, comecem a aprender sobre jardinagem enquanto eu ainda não tenho um jardim e não contratei outro pra apará-lo.

Won't let a stranger give me a social disease

São tantas pessoas que caminham pela face da Terra. Cada qual com seu próprio mundo, com seus próprios pensamentos... Medos, sonhos, traumas... Mas ainda que todos saibam disso, muitos se acham no direito de julgar os outros. Não que eu não julgue, sim eu julgo. Mas confesso que meus julgamentos já foram mais cruéis. Hoje procuro ver todos os lados possíveis das coisas...

É comum vermos pessoas criticando outras sem um pingo de empatia. Sinto-me, às vezes, nos tempos de inquisição. Na minha opinião só pode-se julgar alguém quando consegue-se penetrar no mundo do julgado. E aí temos um paradoxo, pois só se consegue entender uma situação vivenciando-a.

Baseando-se nesse princípio é quase impossível julgar com precisão estando de fora de uma situação. Deste modo, por que não calam-se? Por que continuam jogando pedras nos outros? Por que continuam parasitando suas feridas? Só porque as suas não estão à mostra? Mas cuidado, pois você as tem, qualquer dia elas podem ficar expostas, e aí aqueles que você julgou e condenou irão lembrar-se de você,

Acho uma estupidez enorme tudo isso. Nada é por acaso, e nem sempre uma pessoa é a única culpada por seus atos. Nem sempre uma pessoa é tão vilã ou tão sem moral quanto você pensa. O problema são as máscaras que a sociedade põe. Os rótulos e as manipulações que são impostas nas nossas vidas.

Não quero bancar o bom samaritano, mas acho pré-julgamentos e pré-conceitos burrice. Tente ser um pouco mais informado sobre o “caso” que está julgando antes de dar o veredicto. Há muitas coisas que você precisa aprender antes de ser o dono da verdade, o juiz do juízo final.

O dia em que as pessoas aprenderem a cuidar da sua própria vida, e a enxergar e criticar seus próprios erros, o mundo será bem melhor. Sugiro que você cale sua boca e repense antes de colocar o dedo na cara de alguém.

sábado, 11 de julho de 2009

Second best is never enough


Ainda falando sobre Michael, vemos uma homenagem de Madonna a ele, e suas palavras carinhosas.
Mas o que será que Madonna realmente pensa a respeito desse acontecimento? Como fã e conhecedor parcial da ardilosa mente da nossa material girl, ouso arriscar uma opinião...

É fato que Madonna tem grande admiração pelo que Michael foi musicalmente, e muita compaixão com o ser humano que ele fora, mas também é fato que os dois eram concorrentes no árido terreno da música pop. A Sticky & Sweet Tour ganhou uma segunda parte, o que revela clara tentativa de deixar todos comendo poeira e de impedir que alguém, até mesmo o rei, a destronasse do título de turnê mais lucrativa de um artista solo. É óbvio que o fantasma dos shows de Michael há algum tempo assombravam a mente de Madonna, fazendo-a temer a perda do recorde.
Podemos afirmar que nesse ponto a morte do rei pode ter sido algo bom para ela.

Mas como tudo tem um lado ruim, a morte de Michael ofuscou tanto a Sticky & Sweet Part II quanto as vendas da pouco materialista em questão. A mídia toda voltou-se para a morte de Michael (e não se esperava menos), os únicos shows que todo mundo quer ver eram seu funeral e os ensaios que realizou antes de morrer. Porém, numa atitude condizente com o que Madonna é e representa, ela fez uma linda homenagem ao cantor em seu show. E sim, isso é algo significativo. A egocêntrica e perfeccionista Madonna abrir espaço no seu show impecável e cronometrado por alguém não é pra qualquer um não...

Algo que poucos sabem é que o Sr. Jackson andou tecendo comentários nada elogiosos a respeito de Madonna. Além de algumas cópias descaradas de elementos dos shows da loura, o rei ainda projetaria imagens dela em um telão junto a algumas personalidades que ele julgou “do mal”. E ainda disse que ela representa a personificação do mal da humanidade. Madonna, como é de se esperar, fingiu que não era com ela e, assim como eu, pensou: “Ah! Demos um desconto... É a morfina.”. Mas é certo que ela não gostou nada nada do que fora dito por Michael, mas comprar briga com o rei não é nada esperto.

Madonna sentiu por um ícone, um ídolo e um modelo (em algumas coisas) ter morrido, mas com certeza sentiu-se aliviada por tais shows terem ficado apenas na imaginação dos fãs e simpatizantes (incluindo eu). E com certeza coisas como: “Viu só, Michael? Inveja mata!”, ”Poxa! Se ele fizesse esse show eu largaria a ioga e começaria a tomar morfina!” e “Ufa! Ainda bem que essa pedra no meu sapato foi-se!” passaram pela cabeça dela.

Esperta como sempre, lady Madge usou o novo foco da mídia a seu favor, e todo mundo acabou por ver seu novo show graças à sua homenagem ao Michael (ótima, por sinal), posou de boazinha e assim conseguiu uma imagem de ser humano exemplo: respeitosa, humilde, abalada, solidária, tocada...
É... A essa hora ela deve estar agradecendo a Deus por tê-lo levado (se é que acredita em Deus) e aliviada por não haver mais moonwalk nos palcos, nem ameaça de um novo Thriller pra acabar com suas vendas...


They don't really care about us!

Um fato deveras importante foi notícia no mundo inteiro, e tenho que admitir que o acontecimento mexeu inclusive comigo. A morte de Michael Jackson, o rei do pop.

O fato, quando investigado a fundo, nos revela a importância da infância em uma pessoa. Michael era humilhado pelo pai, apanhava e passou infância e adolescência trabalhando. O adulto que o garotinho talentoso tornou-se deixa visível pra qualquer um o que os traumas infantis lhe causaram.O complexo com o nariz, com a cor, com o cabelo... com o sexo?

Eu tenho realmente pena dele. É triste ver a que o rapaz foi submetido, o que a mídia fez com ele pra depois chamá-lo de rei, perfeito, santo, insubstituível.Pergunto-me o que poderia ter acontecido se todas essas homenagens tivessem sido feitas antes de sua morte.

Que tipo de vida um dos homens mais ricos e famosos do mundo teve? Será que valeu a pena chegar ao topo, pra ter uma queda tão alta? Não... Não estou criticando-o. Estou criticando o mundo em que vivemos (só pra variar).

Pra mim o maior vilão de toda essa história é nosso amigo Joseph Walter Jackson, que acabou com o psicológico de Michael. E depois temos a nossa amiga mídia. Que trabalho maravilhoso esse de acabar com o ego das pessoas. Que trabalho maravilhoso esse de falar sem certeza, de criticar sem dar direito de explicações, sem empatia. Qual peso teve a mídia sobre a vida de Michael? Os escândalos sempre muito bem comentados e alardeados.

Por sorte, Michael nos deixou acervo suficiente para ser imortalizado, para se manter no topo e para podermos ouvir boa música pop... É uma pena que nenhum de seus novos shows tenha sido realizado, realmente uma pena, adoraria ver o rei em ação novamente. Seria sem dúvida um dos maiores espetáculos da música pop de todos os tempos. Mas seu coração não aguentou tudo o que ele passou somado a medicamentos e ensaios exaustivos.

Se ele era um pedófilo ou não? Eu creio que não. Mas quem sabe o que ele tinha reprimido?Talvez estas sejam questões para sempre enterradas junto ao corpo do rei, do insubstituível rei do pop.