Dois mil e nove foi um ano deveras turbulento. Acho que nunca aconteceu tanta coisa na minha vida. Tantas mudanças, tantas novidades, tantas descobertas... E posso dizer que a grande maioria delas foi positiva, tirando uma meia dúzia. Claro que algumas dessas negativas tiveram relativo peso.
Pra mim, no ano novo, diferentemente do Natal, é tempo de jogar tudo pra trás, deixar o que não será útil. Tempo de se renovar, de pensar no futuro, fazer planos, estipular metas. De afogar de vez aquelas mágoas que teimam em nos perturbar, lá junto com a Iemanjá.
É uma data que nos lembra que enfrentamos uma jornada e conseguimos chegar ao fim dela, sãos e salvos. Um dia para ver o que resistiu ao tempo e se agarrar nisso. Afinal o que não resistiu a um ano, mesmo que tivesse sido diferente, não resistiria muito mais. Apenas os fortes sobrevivem, apenas o que vale a pena permanece.
É hora de se livrar de velhas roupas, papel inútil, livros que já não fazem mais nossa cabeça, objetos que não usaremos mais, fotos, lembranças... Afinal tem coisa que teimamos em guardar pra alimentar nosso lado nostálgico, e pra fazer aquela lavagem de dentro pra fora periódica nos olhos, não é? Livre-se disso! Quem vive lembrança é comerciante de cidade turística, lembra? O hoje é o que importa. O que passou passou e provavelmente foi necessário. Lembre-se que certas coisas precisam acontecer pra completar os ciclos que falei num outro post, esqueceu? Tem coisas também que não dependem da gente, e o que não tem remédio, remediado está, já dizia minha avó. Claro que sempre devemos usar o passado como um livro, que consultamos pra não repetir erros, mas não devemos viver com ele aberto na cabeceira da cama.
Também é hora de estourar champanhe, ouvir música boa, dançar, dar risada e estar perto de quem se ama. Hora de vestir branco, amarelo, vermelho, verde, azul, lilás, rosa, preto, laranja... Enfim... Hora de vestir uma roupa que se gosta e se sinta bem, sendo porque crê que trará paz, amor, dinheiro, etc, seja porque você gosta dela e se sente bem com ela. Hora de soltar fogos de artifício, fazer a contagem regressiva junto com a Rede Globo, abraçar todo mundo e desejar um feliz ano novo! Comer lentilha, porco e todas aquelas comidas que seguem as regras de pratos e receitas para a noite da virada que sua mãe jamais deixará de cumprir. Tomar champanhe, refri, água, cachaça, ou seja lá o que for que te dê prazer e não faça mal a ninguém.
Fim de ano é muito bom! Dá uma sensação de dever cumprido, de desafio vencido. Uma vitalidade, uma vontade de gritar “Lá se foi mais um e eu to aqui!”. Mas cuidado que alguém pode gritar: “Grande coisa! Só vamos até 2012 mesmo!”.
Brincadeiras a parte, desejo pra todo mundo um ano maravilhoso, onde a saúde, a paz, o amor e a realização invadam todos. Um ano onde velhas mágoas sejam enfim afogadas (ainda acho que devia se adiantar e mandar elas com a Iemanjá hein...), onde seus sonhos se tornem reais, onde antigos atritos sejam resolvidos, onde antigos erros sejam perdoados (principalmente por nós mesmos), onde antigos amores se concretizem, antigos amigos se reencontrem, onde todos os seus problemas mais terríveis sejam extintos (porque um ou outro sempre se tem, mas que sejam lights U.U) e tudo que você deseja se torne real, se tiver coerência, né.
Um feliz 2010 para todos, de coração!