Isso tudo me assusta bastante. Não sei se estou pronto pra perder algumas pessoas. Não sei mesmo... E para morrer? Muito menos. Jamais passou pela minha cabeça tirar minha própria vida. Lembro-me que em momentos difíceis eu pensava: “Eu vou superar isso. Tenho que superar. Um futuro brilhante me espera.” Até porque acho que tirar minha vida não resolveria nada, apenas terminaria com tudo. E terminar com tudo seria o pior dos problemas. Está aí uma das coisas que realmente me põe medo. A morte.
Lembro-me do dia em que fomos ao velório de minha bisavó (mãe de minha avó materna) e foi o primeiro velório que presenciei (devia ter uns 10 anos). Naquela noite fui dormir na minha avó (filha da falecida) e tava um clima bem ruim. E Tudo aquilo que presenciei. Tanta dor e sofrimento. Pessoas que eu julgava tão fortes, caindo em lágrimas... Aquilo mexeu bastante comigo. Me marcou muito a cena deles colocando o caixão dela naquele buraco e fechando com tijolos. Um pensamento estúpido me dominava: “E se ela acordar? Nem vai conseguir sair. Mesmo que quebre o caixão estará pra sempre presa.”. E o sentimento de saber que jamais voltaremos a vê-la novamente? Eu estava perturbado.
Recordo-me que a novela “Esperança” ia ao ar na Rede Globo no horário das 21:00 e meus avós assistiam-na. Deitei-me cedo e aquela profusão de pensamentos bombardeava meu psicológico. Eu comecei a pensar no dia que minha avó seria colocada naquele buraco. Tijolos esconderiam para sempre sua graciosidade. Tijolos calariam sua doce voz pela eternidade. Tijolos impediriam-na de me abraçar, de beijar meu rosto. Eu chorei naquele momento. E corri pra cozinha, onde ela e meu avô estavam. Lembro-me que os abracei com tanta força... Ela pediu o que havia acontecido e o silêncio foi minha resposta.
Eu realmente não estou pronto para perder pessoas como meus avós, meus pais. Sou muito sentimental e apegado. Só de relembrar fatos como esse meu emocional não resiste. Procuro sempre tratá-los com o máximo amor e respeito. Não sei até quando terei eles comigo. Isso realmente me assombra, me perturba. E o pior é ver gente que os inferniza. Fico muito irado.
A felicidade. Esse é o único método preventivo para a morte. Nada mais é certo. Seja feliz. Viva a vida ao máximo. Esse é o melhor método preventivo para o câncer. As pessoas precisam entender que pensamento positivo funciona sim. Não como uma alavanca, como mostra “O Segredo”, mas como arma contra essa coisa incrível que é a mente humana. Depressões, tristezas, mágoas, ressentimentos, ódio, amargura, remorso, repressão... Sentimentos que fazem você se sentir mal consigo mesmo. Fazem você achar que sua vida não vale à pena. Assim seu cérebro encarrega-se de conseguir o fim dela pra você.
A vida é curta, mesmo que você seja a pessoa mais velha da Terra. E ela às vezes pode ser mais curta que qualquer expectativa. Por isso devemos aproveitar ao máximo tudo de bom que temos. Procurar manter nossa mente com bons pensamentos e sensações. Cuidar de nós mesmos, cuidar da auto-estima, estar com pessoas que gostamos, em lugares que gostamos... E procurar melhorar e enxergar coisas boas naquelas que não julgamos tão agradáveis. Viva tudo ao máximo! Faça o que tem vontade, desde que não prejudique-se. Ame! Ria! Viva da melhor forma que puder. Até porque ninguém lhe dará uma nova chance de refazer sua vida. E ninguém sabe em qual página o diário da sua vida vai passar a ser em branco...
Que curioso estava pensando em medo de morrer ontem...
ResponderExcluir...Bem...cheguei a conclusão que minhas costas iam parar de doer XD
Ahh e que tudo tem haver com fé e blablabla
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ResponderExcluirÉ muito dificil ver o tijolos esconderem alguem que a gente gosta.
ResponderExcluirUma professora disse uma vez que nesses momentos somos muito egoistas , não costumamos pensamos na pessoa que se foi, e sim em nós. "o que EU vou fazer agora?". É uma verdade bem estranha essa.
Adorei teu texto, como sempre.
Beijos
A morte é a morte e pronto! Ninguém está preparado para ela, pelo simples fato: não a conhecemos. Foge tanto de nossos domínios que não é possível entendê-la. O único acesso que temos a ela é essa sensação de vazio perpetuo que ela propaga. Não há definição plausível pela mente humana, quem se atreveria qualificar o fim arrebatador através de uma mal súbito numa manhã de sol, ou quem sabe uma morte com hora marcada, aguardada na cama de um hospital por meses de degradação, ou envelhecer saudável e nostálgico a beira da praia encerrado durante o sono. Somos frágeis e a não nos convêm perder tempo questionando a soberania irreversível da morte. Porque ela nãos nos cabe...
ResponderExcluirO que nos cabe, como lembra o Eder é nos permitir viver e não apenas existir. Atrevo-me a dizer para complementar suas idéias, que viver bem também é sofrer, às vezes é preciso sofrer para expandir a compreensão sobre “as coisas”, na verdade nem felicidade, nem infelicidade, mas sim experiência, aprenda com tudo que você vive, não subestime o mundo dos outros e você estará vivo. Em minha opinião o homem morre quando pensa que já viu tudo e desdenha a vida dos demais. Por aqui se passa, se deixa um pouco de si e se leva um pouco dos outros, isso eu tenho certeza!
A morte assombra a todos, principalmente aqueles que dizem não a temer.
ResponderExcluirInúmeros pensamentos nos cercam, cheios de dúvidas...Todos em vão, pois nunca entenderemos a morte, talvez nem mesmo quando chegar a nossa hora.
Nunca estaremos preparados para enfrentar a morte das pessoas que amamos, pois assim como disse a Bruna, somos muito egoístas.Mas acredito que seja por querermos ter sempre essas pessoas junto de nós, e quando as perdemos sofremos muito, apenas nos restam lembranças que aos poucos se apagam.Mesmo querendo evitar que isso ocorra, acontece involuntariamente, claro que em certos momentos lembramos dessas pessoas(e sempre é uma grande dor lembrar que não teremos mais momentos felizes com elas), mas chegará um ponto no qual nos acostumamos com a sua ausência.
E como o Éder falou, a única solução que encontramos é aproveitar cada momento de nossas vidas.
É melhor nos arrependermos de ter feito algo, do que nos arrependermos de não o ter feito!
Ótimo texto, tu és um grande escritor!!!
Bjosss =]