O fato, quando investigado a fundo, nos revela a importância da infância em uma pessoa. Michael era humilhado pelo pai, apanhava e passou infância e adolescência trabalhando. O adulto que o garotinho talentoso tornou-se deixa visível pra qualquer um o que os traumas infantis lhe causaram.O complexo com o nariz, com a cor, com o cabelo... com o sexo?
Eu tenho realmente pena dele. É triste ver a que o rapaz foi submetido, o que a mídia fez com ele pra depois chamá-lo de rei, perfeito, santo, insubstituível.Pergunto-me o que poderia ter acontecido se todas essas homenagens tivessem sido feitas antes de sua morte.
Que tipo de vida um dos homens mais ricos e famosos do mundo teve? Será que valeu a pena chegar ao topo, pra ter uma queda tão alta? Não... Não estou criticando-o. Estou criticando o mundo em que vivemos (só pra variar).
Pra mim o maior vilão de toda essa história é nosso amigo Joseph Walter Jackson, que acabou com o psicológico de Michael. E depois temos a nossa amiga mídia. Que trabalho maravilhoso esse de acabar com o ego das pessoas. Que trabalho maravilhoso esse de falar sem certeza, de criticar sem dar direito de explicações, sem empatia. Qual peso teve a mídia sobre a vida de Michael? Os escândalos sempre muito bem comentados e alardeados.
Por sorte, Michael nos deixou acervo suficiente para ser imortalizado, para se manter no topo e para podermos ouvir boa música pop... É uma pena que nenhum de seus novos shows tenha sido realizado, realmente uma pena, adoraria ver o rei em ação novamente. Seria sem dúvida um dos maiores espetáculos da música pop de todos os tempos. Mas seu coração não aguentou tudo o que ele passou somado a medicamentos e ensaios exaustivos.
Se ele era um pedófilo ou não? Eu creio que não. Mas quem sabe o que ele tinha reprimido?Talvez estas sejam questões para sempre enterradas junto ao corpo do rei, do insubstituível rei do pop.
Eder nos instiga a pensar fatores muito importantes dentro de tantos fenômenos na mídia, na reação das pessoas referentes à morte do mundialmente conhecido Michael. Gostaria de colaborar com a reflexão, citando Nelson Mota que fez algumas considerações no Jornal da Globo no dia dos acontecimentos, ele comentava que Michael não só encantou com seu talento, mas rompeu com os limites das concepções do que é ser homem, ser mulher, negro, branco, criança ou adulto... Esse jogo de opostos e extremos é algo que ousa se aproximar da definição do sofrimento e da criatividade de Michael. Um turbilhão de dor, sonhos que sorria e fazia todos se balançarem com suas performances no palco. Foi imortalizado por seu trabalho e inspirou lições com sua morte: as pessoas julgam muito sem saber, os donos da verdade criam seus rótulos para impedir que se pense no verdadeiro caos da natureza humana, e mesmo assim, quando se deparam com fim entram em comoção geral, pois a morte nos aproxima, joga limpo, expondo nossas limitações e formas tolas que construímos para perder nosso curto e misterioso tempo! Depois de julgarem, deturparem e dessecarem a vida de Michael descobrem que toda intensidade emocional é a essência da nossa vida... Pena que logo a lição é recalcada para a manutenção do controle, e claro... Vende muito!
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